
“A pior exclusão que se pode ter é a do conhecimento”, afirmou o secretário Rogério Santanna (secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento). Na sua opinião, o direito à informação e à inclusão digital é condição para o acesso a outros direitos como políticos e sociais.
Em uma realidade como a do Brasil, onde boa parte da população mal consegue concluir o ensino médio (isso quando chega a ter alguma oportunidade de estudo), a falta de conhecimento digital torna-se mais um fator de exclusão.
Na verdade, configura-se como um dos principais critérios de eliminação utilizados pelos recrutadores, devido ao grande número de candidatos existentes por vagas.
Mas além destes aspectos, existe a questão da otimização do aprendizado. Muitas pessoas, independentemente da idade, têm dificuldade de se “adaptar” ao mundo digital. Isso não só pela falta de intimidade com os termos utilizados, mas também por causa da deficiência/insensibilidade de inúmeros programadores de produzirem interfaces mais amigáveis aos usuários experientes e menos “complicados e assustadores” aos iniciantes.
Além dessa relação direta com o mercado de trabalho (conhecimentos em ferramentas básicas de escritório), a inclusão digital também se faz importante de maneira indireta, pois disponibiliza as mais diversas informações sobre os mais variados assuntos.
No passado se questionava a importância da informática no cenário educacional, hoje, já existe consenso quanto a sua importância.
A cada dia que passa a informática vem adquirindo cada vez mais relevância na vida das pessoas. Sua utilização já é vista como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma rápida entre as pessoas. Cresce o número de famílias que possuem em suas residências um computador. Esta ferramenta está auxiliando pais e filhos mostrando-lhes um novo jeito de aprender e ver o mundo. Quando se aprende a lidar com o computador novos horizontes se abrem na vida do usuário.
Hoje é possível encontrar o computador nos mais variados contextos: empresarial, acadêmico, domiciliar, o computador veio para inovar e facilitar a vida das pessoas. Não se pode mais fugir desta realidade tecnológica. E a educação não pode ficar para trás, vislumbrando aprendizagem significativa por meio de tecnologias obsoletas. As escolas precisam sofrer transformações frente a essa “nova tecnologia” e assim constituir uma aprendizagem inovadora que leva o indivíduo a se sentir como um ser globalizado capaz de interagir e competir com igualdade na busca de seu sonho profissional.
O ensino por meio da tecnologia ainda é bastante questionado. Muitas escolas no passado introduziam em seu currículo o ensino da Informática com o pretexto da modernidade. As dúvidas eram grandes em relação a professores e alunos. Que professores poderiam dar essas aulas? Em princípio, contrataram técnicos que tinham como missão ensinar Informática. Uma outra dúvida pairava entre os educadores: O que ensinar nas aulas de informática?
Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta, introduziram a Informática educativa em seus currículos, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática não pode ser vista como meramente “mais uma tecnologia”. É uma “nova tecnologia” que oferece transformação pessoal, além de favorecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. Dessa forma devemos entender a Informática não como uma ferramenta neutra que usamos simplesmente para apresentar um conteúdo. Devemos ter a percepção que, quando a usamos como conhecimento, estamos sendo modificados por ela e nos transformando em pessoas melhores.